Índice
- Introdução
- A importação de pescados da Ásia e a virada inédita da tilápia no Brasil
- Características do mercado asiático de pescados e seus reflexos logísticos
- Aplicação do CIF na importação de pescados da Ásia
- FAQ sobre logística de pescados da Ásia no Brasil
O crescimento da importação de pescados da Ásia acompanha uma mudança importante no comportamento do consumidor brasileiro. O peixe deixou de ser um alimento associado apenas a períodos específicos do ano e passou a fazer parte da rotina de muitas famílias.
Segundo uma pesquisa da Scanntech, o consumo de pescados no Brasil aumentou 8,2% entre janeiro e setembro de 2025, refletindo uma demanda cada vez mais consistente pelo produto.
Esse movimento também está relacionado ao aumento dos preços das proteínas bovina e suína, que impulsionou a busca por alternativas mais acessíveis e diversificadas.
Mas quais são os impactos desse cenário para quem atua no comércio exterior?
Com um volume maior de importações, operações logísticas bem estruturadas passam a ser fundamentais para garantir previsibilidade, preservar a cadeia fria e manter o abastecimento do mercado brasileiro.
Continue a leitura e entenda como esse movimento influencia rotas, custos e o planejamento logístico internacional.
A importação de pescados da Ásia e a virada inédita da tilápia no Brasil
A importação de pescados da Ásia ganhou ainda mais relevância quando o Brasil passou, pela primeira vez, a importar mais tilápia do que exportar.
Esse movimento está diretamente relacionado à entrada de produtos provenientes do Vietnã, um dos principais produtores mundiais de pescados e referência em aquicultura.
A competitividade da produção asiática, especialmente em relação aos custos, ampliou a oferta desse produto no mercado brasileiro e contribuiu para o crescimento das importações.
Ao mesmo tempo, esse novo cenário exige uma logística internacional capaz de acompanhar o aumento da demanda com eficiência e previsibilidade.
Afinal, quando o fluxo de cargas cresce, também aumenta a necessidade de operações bem planejadas, capazes de garantir abastecimento contínuo e preservar a qualidade dos produtos durante todo o transporte.
Leia também: Importação de pescado: como a logística reefer garante qualidade para a Semana Santa
Características do mercado asiático de pescados e seus reflexos logísticos
O protagonismo da Ásia no mercado global de pescados é resultado de uma combinação de fatores que favorecem sua competitividade internacional.
Entre os principais diferenciais estão:
- grande escala produtiva,
- eficiência na aquicultura,
- competitividade em custos,
- diversidade de fornecedores.
Essas características influenciam diretamente o planejamento das operações logísticas e a definição das rotas marítimas utilizadas para abastecer mercados como o brasileiro.
Mas será que apenas uma oferta maior é suficiente para garantir uma operação eficiente?
No transporte internacional de pescados, a resposta passa pela qualidade da cadeia logística.
Produtos congelados ou refrigerados dependem de contêineres reefer, controle contínuo da temperatura e rotas com transit time compatível com as necessidades da carga.
Além disso, grandes hubs logísticos asiáticos contribuem para processos mais organizados, permitindo consolidação de cargas, melhor aproveitamento dos embarques e maior previsibilidade operacional.
Para empresas que trabalham com alimentos congelados, essa estrutura faz diferença na redução de riscos e na manutenção da qualidade do produto até a chegada ao Brasil.
Leia também: Consumo e tipos de peixes no Brasil
Aplicação do CIF na importação de pescados da Ásia
Nas operações marítimas de importação de pescados, o Incoterm CIF (Cost, Insurance and Freight) é uma modalidade amplamente utilizada.
Nesse modelo, o exportador é responsável pelos custos do transporte e do seguro até o porto de destino acordado.
No entanto, existe um aspecto importante que merece atenção.
Embora o frete e o seguro sejam contratados pelo fornecedor, o risco sobre a mercadoria é transferido ao importador no momento em que a carga é embarcada no porto de origem.
Por isso, compreender as responsabilidades previstas no Incoterm é fundamental para uma gestão eficiente dos riscos logísticos.
Também é recomendável analisar cuidadosamente as coberturas do seguro contratado, principalmente quando se trata de produtos refrigerados ou congelados, que podem ser mais sensíveis a variações operacionais.
Além disso, o acompanhamento contínuo da operação contribui para identificar possíveis desvios, fortalecer a previsibilidade logística e minimizar impactos ao longo do transporte internacional.
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Quer entender como fortalecer a previsibilidade no transporte internacional de cargas refrigeradas? Vale a leitura do nosso post: Conectando continentes: as novas oportunidades logísticas para produtos asiáticos refrigerados!
Fontes:
FAQ – Importação de pescados da Ásia e logística refrigerada
A importação de pescados da Ásia está crescendo porque o consumo de peixe no Brasil se tornou mais recorrente ao longo do ano, deixando de ser associado apenas a períodos específicos, como a Semana Santa. Além disso, o aumento dos preços de outras proteínas, como carne bovina e suína, impulsionou a busca por alternativas mais acessíveis.
Nesse cenário, países asiáticos, como o Vietnã, ganham destaque por sua produção em grande escala, competitividade de custos e forte presença no mercado global de pescados.
O crescimento da importação de pescados aumenta a necessidade de operações logísticas mais previsíveis, eficientes e bem monitoradas. Como muitos desses produtos são congelados ou refrigerados, o transporte precisa preservar a cadeia fria durante todo o percurso internacional.
Esse movimento impacta diretamente:
– escolha de rotas marítimas;
– disponibilidade de contêineres reefer;
– controle de temperatura;
– transit time;
– custos logísticos;
– planejamento de estoque no Brasil.
Quanto maior o volume importado, maior também a importância de uma operação estruturada para evitar perdas e rupturas no abastecimento.
A Ásia é relevante no mercado global de pescados porque reúne alta capacidade produtiva, eficiência na aquicultura, diversidade de fornecedores e competitividade em custos. Esses fatores permitem que países asiáticos atendam diferentes mercados internacionais com regularidade e volume.
Para o Brasil, essa estrutura amplia as possibilidades de abastecimento, mas também exige planejamento logístico para garantir que os produtos cheguem com qualidade e dentro dos prazos esperados.
Os contêineres reefer são essenciais na importação de pescados porque mantêm a carga em temperatura controlada durante o transporte internacional. Eles ajudam a preservar a qualidade, a segurança e as características dos produtos congelados ou refrigerados.
No entanto, o reefer sozinho não garante uma operação eficiente. Também é necessário acompanhar temperatura, rotas, prazos, conexões, documentação e possíveis desvios operacionais.
A cadeia fria influencia diretamente a qualidade dos pescados importados porque mantém o produto dentro das condições térmicas adequadas desde a origem até o destino. Qualquer falha no controle de temperatura pode comprometer textura, conservação, segurança e valor comercial da carga.
Por isso, a logística de pescados precisa combinar equipamentos adequados, monitoramento contínuo e planejamento de rotas compatíveis com a sensibilidade do produto.
Os principais desafios logísticos envolvem a longa distância entre origem e destino, a necessidade de controle térmico, o tempo de trânsito marítimo e a gestão de riscos durante a operação.
Entre os pontos de atenção estão:
– disponibilidade de equipamentos refrigerados;
– estabilidade da temperatura;
– definição de rotas eficientes;
– tempo de trânsito compatível com a carga;
– movimentações em hubs logísticos;
– análise do seguro internacional;
– acompanhamento da operação até o porto de destino.
Uma gestão integrada desses fatores contribui para reduzir riscos e preservar a qualidade dos pescados.
Os hubs logísticos asiáticos ajudam na importação de pescados porque concentram grande volume de cargas, fornecedores e conexões marítimas. Essa estrutura facilita a consolidação de embarques, melhora o aproveitamento das rotas e amplia a previsibilidade operacional.
Para cargas refrigeradas, essa organização é importante porque reduz incertezas e favorece operações mais estáveis, com melhor controle sobre prazos e movimentações.
CIF significa Cost, Insurance and Freight, ou Custo, Seguro e Frete. Nesse Incoterm, o exportador é responsável por contratar e pagar o transporte e o seguro da mercadoria até o porto de destino acordado.
Na importação de pescados da Ásia, o CIF é bastante utilizado em operações marítimas, mas exige atenção do importador quanto às responsabilidades e coberturas envolvidas.
No Incoterm CIF, embora o exportador pague o frete e o seguro até o porto de destino, o risco sobre a mercadoria é transferido ao importador quando a carga é embarcada no navio, no porto de origem.
Por isso, o importador precisa acompanhar a operação com atenção e avaliar se o seguro contratado oferece cobertura adequada para produtos refrigerados ou congelados.
O seguro é um ponto crítico porque pescados são produtos sensíveis, especialmente quando transportados congelados ou refrigerados. Problemas como variação térmica, atrasos, avarias ou falhas operacionais podem gerar impactos relevantes na carga.
Mesmo em operações CIF, é importante verificar:
– quais riscos estão cobertos;
– quais exclusões existem na apólice;
– como são tratadas ocorrências com carga refrigerada;
– quais documentos são exigidos em caso de sinistro;
– se a cobertura é compatível com o valor e a sensibilidade da mercadoria.
Essa análise ajuda o importador a reduzir vulnerabilidades na operação.
A importação de tilápia do Vietnã impacta o mercado brasileiro ao ampliar a oferta do produto e reforçar a competitividade dos pescados asiáticos. Com custos produtivos competitivos e grande escala, o Vietnã se tornou um fornecedor relevante para o abastecimento internacional.
Esse cenário também pressiona importadores a planejarem melhor suas operações, considerando rotas, custos, prazos e controle de qualidade durante o transporte.
Para reduzir riscos na importação de pescados da Ásia, é necessário planejar a operação antes do embarque e acompanhar cada etapa até a chegada ao Brasil.
As principais práticas incluem:
– escolher rotas com transit time adequado;
– garantir disponibilidade de contêineres reefer;
– monitorar a temperatura da carga;
– analisar corretamente o Incoterm utilizado;
– revisar a cobertura do seguro internacional;
– acompanhar possíveis desvios operacionais;
– contar com um parceiro logístico especializado em carga refrigerada.
Esse cuidado aumenta a previsibilidade e contribui para a preservação da qualidade dos produtos.
O planejamento logístico influencia os custos porque permite escolher rotas mais adequadas, reduzir movimentações desnecessárias, evitar atrasos e melhorar o uso dos equipamentos disponíveis. Em cargas refrigeradas, decisões pouco planejadas podem gerar custos extras com armazenagem, demurrage, detention, reprogramações e perdas de produto.
Quando a operação é planejada com antecedência, o importador ganha mais controle sobre prazos, riscos e orçamento.
A logística refrigerada deve ser estratégica porque pescados dependem de controle térmico, previsibilidade e acompanhamento técnico para chegar ao destino com qualidade. Não se trata apenas de transportar a carga, mas de proteger o produto, reduzir riscos e garantir abastecimento contínuo.
Para importadores brasileiros, uma operação bem estruturada ajuda a equilibrar custos, prazos e segurança, principalmente diante do crescimento das importações asiáticas.
A Rentalog apoia operações de importação de pescados com soluções personalizadas para transporte internacional marítimo, aéreo e rodoviário. Com certificação OEA, associação IATA, rede global de agentes e especialização em cargas reefer, a empresa atua para fortalecer a segurança, a previsibilidade e o acompanhamento das operações.
Na importação de pescados da Ásia, esse suporte contribui para uma gestão mais eficiente de rotas, custos, riscos e controle da cadeia fria.



