Índice
- Introdução
- A exportação de café no cenário global
- Exportação de café e seus impactos logísticos na cadeia marítima
- Perspectivas futuras da exportação marítima de café para agentes de cargas
- FAQ – Exportação de café e cenário global
A exportação de café segue firme como um dos pilares do agronegócio brasileiro, mesmo diante dos desafios globais enfrentados pelo comércio exterior em 2025.
Crises geopolíticas, oscilações econômicas e transformações tecnológicas pressionaram cadeias de suprimentos e forçaram uma reconfiguração dos mercados.
Um dos acontecimentos de maior repercussão foi o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a quase cem países, incluindo o Brasil.
O impacto? Uma desaceleração nas vendas de café para os americanos e, ao mesmo tempo, uma porta aberta para novas oportunidades em outras regiões do mundo.
Será que o setor conseguiu se reinventar? E o que esperar de 2026? A resposta é animadora.
Continue a leitura para entender como esse mercado está se reposicionando e onde estão as melhores oportunidades para quem atua com exportação e logística internacional.
A exportação de café no cenário global
De acordo com a Embrapa, entre outubro de 2024 e setembro de 2025, as exportações globais de café somaram cerca de 138,7 milhões de sacas de 60 kg.
A América do Sul liderou o ranking mundial, responsável por 42,5% desse volume com o Brasil mantendo sua posição de maior produtor e exportador do planeta.
Mas o que mudou em relação aos números brasileiros?
Segundo o Cecafé, entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou 36,868 milhões de sacas, um volume menor que o registrado em 2024.
No entanto, a receita cambial cresceu 25,3%, alcançando US$ 14,253 bilhões, um sinal de que o café brasileiro está sendo mais valorizado no mercado internacional.
Mesmo com o tarifaço, os Estados Unidos ainda lideraram as compras, com 5,042 milhões de sacas, seguidos de perto pela Alemanha (5,003 mi), Itália (2,912 mi), Japão (2,413 mi) e Bélgica (2,146 mi).
Um destaque especial vai para a Alemanha, que em setembro/2025 se consolidou como a maior compradora, e para a Colômbia, que aumentou suas aquisições em quase 600%.
Diante desse cenário, é possível perceber como a diversificação de mercados tem sido uma estratégia fundamental, principalmente com o crescimento da demanda em países da Ásia e Oriente Médio, que vêm ganhando cada vez mais protagonismo.
E agora, com a retirada do tarifaço, o setor vislumbra um novo ciclo de crescimento para 2026, impulsionado por uma safra promissora e otimismo renovado entre os produtores e exportadores.
Exportação de café e seus impactos logísticos na cadeia marítima
Você já parou para pensar como a logística acompanha toda essa movimentação no setor cafeeiro?
A exportação em larga escala exige muito mais do que simplesmente transportar sacas de café.
Especialmente em períodos de pico, a demanda por contêineres secos dispara, pressionando a disponibilidade de equipamentos e impactando diretamente os custos de frete.
Além disso, com o crescimento das exportações para destinos menos tradicionais, como Ásia e Oriente Médio, há uma necessidade urgente de reconfiguração das rotas marítimas e adequação da infraestrutura portuária.
A operação portuária também precisa ser mais ágil e precisa, exigindo integração entre cooperativas, terminais e transportadoras para evitar gargalos e atrasos.
Nesse contexto, os agentes de cargas assumem um papel ainda mais estratégico: são eles que negociam espaço com armadores, gerenciam toda a documentação internacional e oferecem soluções logísticas integradas, garantindo que o café brasileiro chegue ao seu destino com eficiência, segurança e competitividade.
Perspectivas futuras da exportação marítima de café para agentes de cargas
E o que esperar de 2026 em diante?
De acordo com a Mordor Intelligence, o mercado global de café deve crescer 4,72% ao ano até 2030, impulsionado principalmente pelo aumento da demanda por cafés especiais e premium, principalmente nos países asiáticos.
A CNN aponta que o Brasil deve encerrar 2025 com embarques entre 40 e 41 milhões de sacas, e projeta novo crescimento em 2026, amparado por uma safra recorde.
A estimativa da safra 2026/27 varia entre 71 e 74,4 milhões de sacas, com forte presença do café arábica.
Nesse novo cenário, o país continuará mirando seus mercados tradicionais, como Estados Unidos e Europa, mas também ampliará a presença em novas fronteiras comerciais, como Oriente Médio e Ásia.
Para acompanhar esse crescimento, o comércio exterior precisará investir em tecnologia, estratégias logísticas robustas e eficiência operacional. E para os agentes de cargas, isso se traduz em:
- maior capacidade de negociação internacional,
- conhecimento em normas e regulações globais,
- soluções logísticas customizadas,
- investimento em inovação e digitalização.
Afinal, como garantir competitividade em um mercado tão dinâmico? A resposta está em antecipar demandas, formar parcerias estratégicas e atuar como facilitador de negócios internacionais.
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Fontes:
https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/105004263/exportacoes-mundiais-de-cafes-totalizaram-138-milhoes-de-sacas-no-periodo-de-outubro-de-2024-a-setembro-de-2025https://sna.agr.br/o-brasil-e-o-maior-produtor-e-exportador-de-cafe-do-mundo-por-silas-brasileiro/
https://www.cecafe.com.br/publicacoes/noticias/relatorio-novembro-2025-20251209
FAQ – Exportação de café e oportunidades logísticas em 2026
1. Como está o cenário global da exportação de café para 2026?
O cenário é positivo. Apesar dos desafios enfrentados em 2025, como crises geopolíticas e tarifas comerciais, o mercado global de café mostra sinais claros de retomada. A expectativa para 2026 é de crescimento impulsionado por uma safra robusta no Brasil, maior valorização do produto e expansão da demanda em mercados como Ásia e Oriente Médio.
2. O Brasil continua sendo líder na exportação mundial de café?
Sim. O Brasil mantém a posição de maior produtor e exportador de café do mundo. Entre outubro de 2024 e setembro de 2025, o país teve papel central nas exportações globais, contribuindo para que a América do Sul representasse mais de 40% do volume mundial comercializado.
3. Por que a receita da exportação de café cresceu mesmo com menor volume embarcado?
Mesmo com uma leve redução no volume exportado em 2025, a receita cambial aumentou mais de 25%. Isso se deve à valorização do café brasileiro no mercado internacional, ao aumento da demanda por cafés especiais e à diversificação dos destinos de exportação.
4. Quais países mais importam café brasileiro atualmente?
Os Estados Unidos seguem como principal destino, seguidos por Alemanha, Itália, Japão e Bélgica. Além disso, países como a Colômbia ampliaram significativamente suas compras, e mercados da Ásia e do Oriente Médio vêm ganhando cada vez mais relevância.
5. Como a diversificação de mercados impacta a logística da exportação de café?
A diversificação exige novas rotas marítimas, maior planejamento logístico e adaptação da infraestrutura portuária. Destinos mais distantes, como Ásia e Oriente Médio, demandam operações mais complexas, prazos mais longos e gestão eficiente de contêineres secos e espaços junto aos armadores.
6. Quais são os principais desafios logísticos na exportação marítima de café?
Os principais desafios envolvem a alta demanda por contêineres secos em períodos de pico, oscilações nos custos de frete, disponibilidade de equipamentos e necessidade de integração entre produtores, cooperativas, terminais portuários e agentes de cargas para evitar atrasos e gargalos operacionais.
7. Qual é o papel dos agentes de cargas na exportação de café?
Os agentes de cargas são estratégicos para o sucesso da operação. Eles negociam espaço com armadores, gerenciam a documentação internacional, planejam rotas, acompanham prazos e oferecem soluções logísticas integradas, garantindo competitividade, segurança e eficiência no transporte do café brasileiro.
8. Quais são as perspectivas para agentes de cargas no mercado de café em 2026?
Com a expectativa de crescimento contínuo do mercado global de café até 2030, os agentes de cargas terão mais oportunidades ao investir em negociação internacional, conhecimento regulatório, soluções personalizadas e tecnologia. A atuação consultiva e antecipação de demandas serão diferenciais importantes.
9. Por que a logística marítima será ainda mais estratégica para o café brasileiro?
A logística marítima é essencial para volumes elevados e rotas de longo curso. Em 2026, com o aumento das exportações e expansão para novos mercados, eficiência operacional, planejamento de capacidade e integração logística serão fatores decisivos para manter a competitividade do café brasileiro.
10. Como a RENTALOG apoia operações de exportação de café?
A RENTALOG atua como parceira estratégica no comércio exterior, conectando exportadores e agentes de cargas a soluções logísticas eficientes. Com expertise em exportação marítima, a empresa apoia negociações internacionais, gestão de rotas, documentação e integração logística, ajudando a transformar oportunidades do agro em resultados concretos.



